Você sabia que mais de 25.000 espécies estão em risco de extinção e que muitas delas provavelmente não viverão mais até o ano 2050? Isso nos faz pensar se todos os animais sofrerão a mesma 'sorte' e no futuro o planeta não será mais habitado por eles. Neste artigo, tentaremos responder a essa pergunta.
Animais em risco de extinção, um problema preocupante
De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), mais de 25.000 espécies de animais e plantas estão atualmente em risco de extinção. E o pior de tudo, alguns deles não "conseguirão" até 2050.
Uma das espécies mais ameaçadas é o rinoceronte de Java, com apenas 50 exemplares em seu habitat natural -Indonésia- por caça furtiva porque acredita-se que seus chifres tenham poderes medicinais.
O boto-vaquita é outra das espécies em maior risco de extinção, com cerca de 60 indivíduos na natureza. Seu habitat natural é o Golfo da Califórnia, no México, e está ameaçado por captura acidental em redes de pesca.
Para muitos, os gafanhotos são uma praga. No entanto, existe uma subespécie, conhecida como Crau gafanhoto, que está na lista vermelha da IUCN devido à perda de seu habitat, e que está localizado na França. Seu desaparecimento teria graves consequências para a população de aves como os peneireiros, que se alimentam desse inseto.

Todos os animais estão em risco de extinção?
Se ficarmos pessimistas, poderemos pensar que, se continuarmos nesse caminho, em alguns anos - não tantos - todos os animais desaparecerão da face da terra.
É verdade que o número de espécies incluídas na lista de risco de extinção aumenta a cada ano. Porém, da entidade responsável por fazer esse lamentável ranking, eles indicam que 25% estão mais vulneráveis a não continuar no planeta.
Embora as atividades desenvolvidas pelo homem tenham muito a ver - para não dizer que somos os únicos responsáveis - com a extinção dos animais hoje, também podemos indicar que certas espécies são mais suscetíveis e, portanto, acabarão desaparecendo. Quais são?
1. Aqueles que vivem em área restrita
Por exemplo, espécies endêmicas que habitam apenas um determinado local, como uma ilha, por não possuírem alternativas reais de expansão. Além disso, não tendo tido contato com outros animais além daqueles que sempre os cercaram, esses animais são propensos a doenças trazidas por espécies introduzidas.
2. Aqueles que migram
Não estamos nos referindo apenas aos pássaros, mas a todos aqueles animais que ano após ano empreendem uma longa jornada, para fugir do frio, por exemplo. Estes estão em maior risco de extinção porque exigem que todos os locais onde se assentam cumpram certas condições.

3. Aqueles que precisam de muito território
Eles são conhecidos como espécies selvagens e seu principal "defeito" é que eles exigem uma grande quantidade de terra para cumprir todos os seus hábitos. Eles viajam muitos quilômetros em uma única estação, dependendo da época do ano, se vão se reproduzir, se alimentar, etc. Alguns exemplos são canídeos e raptores.
4. O grande tamanho do corpo
Entre os animais em risco de extinção mais ‘conhecidos’ podemos falar do urso polar, do elefante e do rinoceronte. No primeiro caso, o aquecimento global e o degelo do Pólo são as principais causas. Nos outros dois podemos indicar caça e destruição de habitat.
Mas também devemos ter em mente que animais grandes precisam de uma boa quantidade de comida todos os dias (ou todas as estações), o que pode ser escasso devido às mudanças no ecossistema que habitam.
5. Aqueles que não reproduzem muito
O primeiro exemplo é o do gorila, embora também seja verdade que a caça e a falta de árvores são fatais para ele. Este primata investe muitos recursos e tempo com seus únicos filhotes, que depende de sua mãe há vários anos. Nessa época a fêmea não está grávida e quase se pode dizer que se dedica totalmente ao filho.
Além disso, as espécies com maior risco de extinção são aquelas que vivem em ambientes estáveis, pois se houver alguma mudança ou alteração não podem continuar com seu ciclo de vida (é o caso dos répteis), e aquelas que formam pequenos grupos, em ao mesmo tempo, ser mais visível para caçadores e predadores.