Os animais possuem um mecanismo de defesa interno contra patógenos externos como vírus, bactérias, protozoários, parasitas … O sistema imunológico do cão funciona como o nosso e, quando há uma agressão, responde impedindo que o patógeno se espalhe pelo corpo.
Os primeiros anticorpos
Quando os filhotes nascem, eles recebem seus primeiros anticorpos do colostro, o primeiro leite de sua mãe. Esses anticorpos protegerão o cão nas primeiras semanas de vida, enquanto o sistema imunológico se desenvolve.
O que forma o sistema imunológico do cão?
O sistema imunológico é composto de órgãos, tecidos, células e pequenas moléculas que em ação conjunta atuam contra os agentes infecciosos.
Linfonodos e linfa
A linfa é um fluido semelhante ao plasma sanguíneo, formado pela coleta do excesso de fluido intersticial, proteínas, gorduras e leucócitos. A linfa circula pelos dutos linfáticos; os linfonodos (submandibulares, préescapulares, axilares, inguinais e poplíteos em cães) são responsáveis por purificá-lo para sua recirculação às veias.
Baço
O baço é um órgão que intervém diretamente no sistema imunológico do animal: é responsável por filtrar o sangue, destruindo células velhas do sangue e produzindo células novas.
Células imunes
Existem diferentes tipos de células imunológicas. Todos eles têm uma origem comum, mas cada tipo se especializou em uma tarefa específica. A ação conjunta de todas essas células é capaz de combater a doença.
- Linfócitos Linfócitos produzem anticorpos, pequenas proteínas capazes de se ligar a um antígeno, isto é, ao agente infeccioso.
- Macrófagos. Essas células engolfam, isto é, ingerir o microorganismo invasor e, uma vez dentro, destruí-lo. Os macrófagos também são responsáveis pela produção de substâncias que atraem outras células do sistema imunológico para tratar a infecção.
- Células dendríticas. Eles são semelhantes aos macrófagos, com muitos ramos; eles também envolvem o microorganismo e expõem uma parte dele em sua superfície para que outras células do sistema imunológico o destruam.
- Neutrófilos. São as primeiras células a aparecer no local da infecção e são muito abundantes.
- Basófilos e eosinófilos. Essas células participam de processos inflamatórios e alérgicos e do ataque aos parasitas. Sua porcentagem é muito pequena.

Como funciona o sistema imunológico do cão diante de um ataque?
O sistema imunológico do cão, como o de outros mamíferos, se desenvolve quando somos expostos a um antígeno.
Diante de um patógeno, existe uma série de barreiras que impedem sua entrada e reprodução. Essas barreiras são:
- Barreiras primárias: secreções cutâneas e mucosas.
- Barreiras secundárias: são as células que constituem o nosso sistema imunológico e evitam que o patógeno se espalhe pelo corpo, uma vez que tenha ultrapassado as barreiras primárias.
Nos primeiros meses de vida, o filhote tem imunidade inata, um sistema imunológico que responde imediatamente à invasão de microrganismos patogênicos, mas que não leva aprendizado nem guarda memória.
As células que constituem essa imunidade inicial reconhecem uma série de antígenos e respondem de uma forma mais genérica. Conforme o filhote cresce e é exposto a novos antígenos, ele desenvolve imunidade adquirida; o sistema imunológico obtém memória dos encontros e é mais eficaz contra futuras invasões do mesmo patógeno.

As vacinas seguem esse princípio, pois com elas podemos 'ensinar' o sistema imunológico a combater certas doenças, apresentando o patógeno enfraquecido ou algumas de suas partes suficientes para provocar uma resposta às células imunológicas.
As vacinas são um método seguro de imunizar nosso cão contra doenças graves como parvovírus, hepatite, cinomose ou leishmania. Portanto, é melhor começar com cachorros e cumprir todas as vacinas e doses de reforço para aumentar a eficácia da vacina e fortalecer o sistema imunológico do seu cão.