Vários estudos científicos corroboram as altas capacidades dos cães.

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Anonim

Muitos dos estudos científicos sobre animais domésticos enfocam cães. Os cães, além de terem acompanhado o homem em grande parte de sua trajetória evolutiva, compartilham um vínculo que, segundo algumas pesquisas, vai além do emocional.

Já foi dito muitas vezes que os cães se parecem com seus donos, tanto física quanto mentalmente. Entre as principais razões para tal relacionamento está o grande capacidade que os cães têm de ter empatia com o humor de seus donos.

No entanto, essa estreita relação não se limita ao nível sentimental, uma vez que diversos estudos científicos têm mostrado a habilidade canina de perceber doenças ou identificar indivíduos com base nos estímulos captados por seu sistema olfativo.

Estudos científicos sobre a conexão entre cães e humanos

O primeiro deles foi realizado em janeiro de 2015 por especialistas em cognição animal da Emory University, Atlanta. Para fazer isso, contando com imagens de ressonância magnética funcional, avaliou as respostas neurais de cães quando confrontados com odores diferentes de outros cães e pessoas.

Cada cão investigado recebeu cinco amostras: o seu próprio cheiro, o de um humano familiar, o de um humano estranho, o de um cão conhecido e o de um cão desconhecido. As varreduras realizadas revelaram o ativação máxima do núcleo caudado, o centro de recompensa do cérebro, apenas na presença de amostras de odores familiares.

O segundo experimento pode ser ótimo útil em futuras aplicações médicas. O poderoso desenvolvimento do cheiro canino é conhecido há muitos anos; Exemplo disso é a utilização de cães na busca de trufas ou no serviço policial.

Mesmo assim, não foi até abril de 2015 que um grupo de pesquisadores clínicos e veterinários italianos demonstrou o capacidade dos cães de detectar câncer de próstata.

Para fazer isso, os cientistas usaram dois Sherpards alemães, normalmente usados para detecção de explosivos. Os animais eram treinado para reconhecer compostos voláteis presentes na urina de pacientes doentes. Assim, foi demonstrado que ambos os cães tinham entre 100 e 98,6 por cento de sensibilidade, ou seja, passaram a reconhecer as amostras de 362 pacientes.

Pesquisa sobre os sentimentos dos cães

Além de focar no vínculo entre cães e humanos, muitos estudos tentam entender melhor como as emoções funcionam desses animais de estimação.

Para isso, em 2008, um grupo de pesquisadores da Universidade de Viena pegou um conjunto de cães e os emparelhou. Cada animal foi convidado a realizar uma tarefa para que eles fossem recompensado com prêmios de maior apelo, linguiças e pão integral desagradável.

Os resultados mostraram que os cães não premiados ou que receberam o pão acabaram não respondendo a tal estímulo. Eles até bocejaram, arranharam e eles evitaram o olhar dos cães altamente premiados.

Outro estudo liderado pela pesquisadora Alexandra Horowitz, da University of Barnard College, em Nova York, enfocou seu análise na suposta culpa canina. Em seguida, reuniu em uma sala um grupo de cachorros com seus respectivos donos, que tiveram que impedir seus bichinhos de comer a guloseima apresentada. Quando os donos saíram da sala, a pesquisadora voltou a oferecer a guloseima aos animais.

Alguns animais optaram por comê-lo e outros não, com base nas ordens que seus donos lhes haviam dado anteriormente. No entanto, todos foram repreendidos, de modo que mesmo aqueles que não haviam comido o prêmio pareciam culpados. Este exercício prático mostrou que os cães não se sentem culpados, mas respondem à reprimenda ou punição recebida.

O grande número de estudos científicos caninos realizados mostra o interesse do ser humano em conhecer seu animal de estimação por excelência. As altas capacidades empáticas e sensoriais dos cães refletem uma variedade de possibilidades que vão da proteção à terapia e diagnóstico de doenças.