A chamada síndrome do cachorro debilitado engloba diversos quadros clínicos que acometem principalmente animais neonatos. Seu desenvolvimento está associado à baixa imunidade que os filhotes apresentam durante o período neonatal, embora o ambiente e a genética também possam favorecer.
Infelizmente, existem taxas de mortalidade neonatal muito altas derivadas de vários quadros clínicos do filhote debilitado. Estima-se que cerca de 50% das mortes de filhotes geralmente se devam aos sintomas dessa síndrome, e a maioria chega à clínica veterinária com um estado de saúde muito debilitado. Continue lendo este espaço e descubra mais sobre esta condição.
O período neonatal e a imunidade dos filhotes
O período neonatal, em cães, começa no nascimento e se estende até os 15 dias de vida. Nos gatos, esse período é mais curto e termina por volta do décimo dia de vida do animal. Apesar da diferença de horário, em ambos, esse período é utilizado para que o bezerro termine de maturar seus órgãos e sistemas.

Esta fase é caracterizada pela imaturidade imunológica, física e emocional, que se apresentam como fator de risco para a sobrevivência do filhote. Portanto, os pequenos são muito vulneráveis a todo tipo de condições internas e externas, principalmente o animal que nasce por último.
Acontece que o sistema imunológico do recém-nascido ainda não está pronto para defender seu corpo. Isso significa que é muito suscetível aos inúmeros estímulos e microorganismos do ambiente.Se a mãe for mal cuidada ou não receber nutrição adequada, é muito provável que o filhote adoeça e desenvolva a síndrome do filhote desperdiçado.
O que é a síndrome do cachorro fraco?
Síndrome do cachorro fraco é um termo coloquial usado para se referir a várias condições que aparecem no período neonatal. Normalmente, os pequenos parecem saudáveis e não apresentam sinais óbvios de doença, mas depois de alguns dias, sua condição degenera e se torna grave.
Isso acontece porque o sistema imunológico dos filhotes ainda é incapaz de proteger seu corpo. É por isso que a síndrome do cachorro desperdiçado se desenvolve tão rapidamente. Por isso, é de suma importância manter a higiene e os cuidados necessários nessa fase para evitar complicações.
Causas associadas à síndrome do cachorro enfraquecido
Com um sistema imunológico tão fraco, os recém-nascidos podem desenvolver os sintomas de um filhote enfraquecido por várias causas. Alguns deles derivam de certas deficiências do próprio organismo do filhote, e outros podem ser herdados da mãe durante a gravidez, durante o parto ou durante a amamentação.
As causas internas que podem afetar o filhote são:
- Hipoglicemia.
- Desidratação.
- Hipotermia.
- Malformação congênita do trato digestivo.
- Imunodeficiência.
- Parasitas internos (principalmente devido a ascaridíase larval).
- Infecções bacterianas (com risco de sepse).
- Inflamação das veias umbilicais (Onfaloflebite).
- F alta de oxigênio no nascimento ou distúrbios do trato respiratório.
- Cinomose neonatal.
Entre as causas derivadas da mãe estão:
- Leite materno contaminado (por substâncias tóxicas, bactérias ou doenças como mastite).
- Baixa produção de leite (hipogalactia materna).
- Transtornos comportamentais pós-parto (que levam a mãe a perder o interesse em amamentar seus filhotes).
Sintomas da Síndrome do Filhote Fraco
Os sinais da síndrome do cachorro deficiente são caracterizados pelo declínio geral e acelerado do quadro de saúde. O animal recém-nascido costuma apresentar os primeiros sintomas em até 96 horas após o nascimento.
Resumimos os principais sintomas da síndrome do cachorro enfraquecido:
- Apatia.
- Desnutrição e anorexia.
- Dificuldade ou perda da capacidade de sugar o leite materno.
- Hipotermia.
- Enfraquecimento acelerado a partir do segundo ou terceiro dia de vida.
- Gemidos, choros ou gemidos constantes.
- Desenvolvimento ou agravamento de hipoglicemia.
- Insuficiência cardiorrespiratória.
- Convulsões (principalmente antes dos 10 dias de vida).
Tratamento da Síndrome do Cachorro Fraco
A princípio, o tratamento consiste em combater os sintomas que o animal apresenta, principalmente desnutrição e desidratação.
O animal costuma receber soro glicosado por via intravenosa ou oral a cada quatro ou seis horas, a fim de aliviar rapidamente a desidratação. Além disso, para combater a hipoglicemia, podem ser administrados produtos naturais à base de glicose, como o mel. A dose fornecida, em todos os casos, dependerá do peso e estado de saúde de cada animal.
Também é fundamental manter a temperatura corporal do filhote estável para evitar a hipotermia. Quando diagnosticada a presença de parasitas internos, o tratamento inclui também a desparasitação.

Normalmente, o filhote afetado é separado da mãe e dos demais irmãos para receber tratamento. Porém, se o leite da mãe estiver contaminado ou se a fêmea não produzir leite suficiente, o tratamento inclui os outros filhotes e até a mãe. Isso é de vital importância quando há processos infecciosos, pois são patologias muito invasivas para crianças pequenas.
Em qualquer caso, é importante que o cachorro tenha uma cadela 'dona' saudável ou preparações comerciais ('leite em pó' fortificado para cachorros). O sistema imunológico recebe ajuda dos nutrientes maternos, por isso o leite é essencial para restaurar a saúde do filhote.
Síndrome do Cão Fraco: É possível prevenir?
Felizmente, podemos intervir para prevenir o aparecimento de sintomas de cachorros debilitados em recém-nascidos. Para isso, devemos tomar uma série de precauções para evitar hipotermia, desidratação, hipoglicemia e desnutrição, como:
Mantenha a temperatura e umidade do ambiente (principalmente em áreas mais frias e durante o inverno).
- Controle a alimentação e o comportamento dos recém-nascidos.
- Faça visitas periódicas ao veterinário para garantir a saúde dos filhotes e da mãe.
- Verifique a qualidade e quantidade da produção de leite materno.
- Pese os filhotes regularmente para garantir ganho de peso adequado.
- Verifique se todos os filhotes são adequadamente amamentados pela fêmea.
- Fornecer medicamentos preventivos adequados à mãe e aos filhotes ao longo de suas vidas.
Vale lembrar que este artigo é apenas para fins informativos. É fundamental ir ao veterinário para diagnosticar e tratar adequadamente a síndrome do cachorro debilitado e outras patologias.
Fonte da imagem principal: Brian Brooks