Meu cachorro não quer sair de casa: 12 motivos e como resolver

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Anonim

Canídeos precisam de uma rotina de exercícios bem estabelecida para serem felizes. O ideal é levar o pet para passear 3 vezes ao dia, em um intervalo de tempo variável de acordo com a raça e o tamanho do cão - um cachorro pequeno se contenta com 30 minutos em cada passeio, enquanto um grande requer 1 hora. Esta atividade é essencial, mas e se o seu cachorro não quiser sair?

Um cachorro trancado em casa estará sujeito a desenvolver problemas nas articulações, distúrbios emocionais, excesso de peso, doenças sistêmicas e muito mais. Se o seu animal de estimação não quer sair, é hora de você procurar atendimento profissional, já que não é um comportamento comum.Aqui trazemos 12 motivos possíveis para isso.

1. Experiências passadas ruins

Os seres humanos lembram graças a mecanismos de identificação de padrões de memória, evocação e retentividade. A memória dos cães é um pouco diferente da nossa, mas eles são capazes de lembrar de forma eficaz com suas bases associativas e olfativas.

Se o seu cachorro teve uma ou mais experiências traumáticas na rua -acidentes, brigas com outros animais de estimação ou sustos muito fortes- é possível que ele de repente adquira medo na hora de passear. Nesses casos, a ajuda de um educador canino será fundamental para resolver o trauma.

2. Território desconhecido

Cães são animais muito rotineiros e usam odores para se localizar no espaço. O olfato dos cães é 10.000 vezes mais sensível que o paladar e eles são capazes de detectar aromas a distâncias impensáveis para os humanos.Portanto, quando os odores no ambiente do animal são drasticamente alterados, ele pode se sentir desorientado e com medo.

É muito comum que cães que acabaram de mudar de casa relutem em sair nos primeiros dias. Tudo para eles é novo e, em suas mentes, uma ameaça potencial. Tenha paciência, recompense seu animal quando ele sair de casa e não se irrite com ele, pois seus sentimentos são normais e justificados.

3. Clima desconhecido

O espectro auditivo dos humanos é de 20 Hz a 20 KHz, enquanto os cães chegam a 65 KHz. Para o que é um simples trovão, para um cachorro pode ser uma experiência agonizante. Deve ter em conta que se o tempo estiver mau, o seu cão pode ter medo de sair, seja por este motivo ou por muitos outros.

Tempestades de neve e chuva forte também podem causar medo em caninos.

4. Uso de coleira

Alguns cães, devido à permanência em outras casas e abrigos, não estão acostumados a usar coleira. Se o cão não quiser sair nesses casos, pode ser por medo de sentir um objeto estranho em volta do pescoço. Isso pode ser resolvido com técnicas de condicionamento, ou seja, que o pet associe a coleira a algo positivo.

Dar recompensas ao animal quando ele estiver na coleira ajudará a associá-lo a coisas positivas.

5. Sensibilidade sonora

A premissa é semelhante ao ponto número 3. O que para nós pode ser um simples bipe ou o som de um carro dando partida, para um canino será um sinal de ameaça. Se o seu cão não quiser sair para um novo ambiente ou se a rota anterior mudou, os sons podem ser muito altos e ele precisa se acostumar.

6. O cachorro se sente sobrecarregado

É muito comum os cachorros se sentirem sobrecarregados com todos os estímulos externos da rua, principalmente se forem filhotes. Sons, cheiros, fontes visuais e até mesmo o toque de superfícies são fatores que um filhote não enfrenta nos primeiros meses de vida. Seja paciente se for o caso e não force seu animal de estimação a superar seus medos muito rapidamente.

7. Fraca socialização

Da quarta à décima segunda semana de vida, os filhotes passam por um período de socialização que determina o resto de suas vidas. É necessário expor o cão nesta fase a todos os estímulos naturais possíveis, para que adquira 4 pilares vitais: autocontrole, comunicação, hierarquia e desapego.

Se um cão não se socializa adequadamente, pode desenvolver medos, fobias e outros problemas emocionais de longo prazo. É possível que o cão não queira sair por f alta de familiaridade com o ambiente e outros problemas associados à f alta de estímulos no seu desenvolvimento.

8. Treino ruim

Se o tutor anterior de um cachorro adotado puxou a coleira e o sufocou com ela, é possível que o canino associe sair de casa com dor, angústia e ansiedade. É função do atual dono e dos profissionais de comportamento canino substituir essas lembranças ruins por estímulos positivos, embora isso exija muito tempo e paciência.

9. Dor

Se um humano torcer ou quebrar a perna, provavelmente não vai querer sair do sofá até se recuperar. O mesmo se aplica aos cães e a praticamente todos os animais: se a locomoção estiver associada a desconforto, eles simplesmente optam por ficar parados e esperar a cura.

Se o seu cachorro não quer sair e mancar, sangrar ou lamber excessivamente a pata, ele pode ter problemas em alguns de seus membros. Os picos embutidos entre os dedos, infecções epidérmicas, parasitas e problemas ósseos podem ser gatilhos para esses comportamentos.

10. Problemas de visão

A visão de um cachorro atinge menos que a de uma pessoa, especificamente 4 vezes menos. Se observarmos um objeto a 100 metros, eles precisam se aproximar de uma distância de 25 metros para conseguir vê-lo com algum detalhe.

Por isso, um cachorro com problemas de visão -em um ou nos dois olhos- pode ter grandes problemas para se localizar no espaço tridimensional. Se o seu cão tem medo de sair de casa, perde o equilíbrio com facilidade e esbarra em objetos com frequência, ele pode ter um problema de visão que deve ser tratado por um veterinário.

11. Velhice

A expectativa de vida de um cão depende de sua raça e histórico de saúde, mas a média é entre 10 e 13 anos. É possível que seu cão relute em sair porque é muito velho: como os humanos, eles também são propensos a dores ósseas e sistêmicas associadas à idade.

Nestes casos, o melhor é ter paciência e tentar fazer exercícios leves que o animal aguente. Se estiver nos últimos estágios de vida, é melhor deixar o animal descansar o quanto quiser e acompanhá-lo em seus estágios finais.

12. Medo da própria saída

Em raras ocasiões, o problema não é o passeio em si, mas sim o que o canino tem que enfrentar desde o momento em que o tutor abre a porta até ele começar a andar. Por exemplo, alguns cães têm medo de escadas, enquanto outros podem ter dificuldade em atravessar uma superfície muito quente.

Como você pode ver, existem muitas razões pelas quais seu cão pode ter medo quando se trata de passear. De qualquer forma, todos eles podem ser tratados com ajuda veterinária, etológica ou ambas ao mesmo tempo. Se esse comportamento persistir com o tempo, não hesite em procurar ajuda profissional.